Master of Simplicity Magazine #3 Maio 2017 - Page 46

Danço desde pequena, passei por salas de aula de dança de diversos estilos. Tenho a sensação que assim como eu cresci, amadureci e me transformei; da mesma maneira, a dança me acompanhou e viveu o seu processo de crescimento, amadure-cimento e transformação.

Sonhei ser bailarina profissional, no entanto, a vida me reservou outros caminhos igualmente enriquecedores e nobres. A dança segue comigo, não como profissão, mas como instru-mento de realização pessoal. Em todas as fases da minha vida, até agora, ela esteve presente.

Dancei sem interrupção até meados do segundo grau, talvez, cerca de 10 anos. Quando a escolha da profissão se aproximou e a dedicação aos estudos era prioridade número um, parei de dançar e segui em direção à Univer-

sidade. Logo que eu me habituei com a novidade, vieram o casamento e os filhos. Assim que me vi adaptada à nova realidade, voltei a dançar. O mesmo ocorreu quando ingressei no mercado de trabalho e quando mudei de cidade. Independentemente do que aconte-cesse, sempre encontrava um jeito de trazer a dança de volta para minha vida.

A dança é a sutileza, a delicadeza, a expressão artística, o alimento da alma. Também é explosão de sentimentos, sejam eles quais forem. Tudo isso em contraste com as necessidades mate-riais, que para mim são de outra ordem.

E então, conheci o minimalismo e, depois de algum tempo, percebi a importância de repensar a minha vida cotidiana e identificar o que é essencial para mim, com o objetivo de viver uma vida mais feliz e alinhada com os meus propósitos. Nesse repensar e seleção das minhas atividades do meu dia-a-dia, a dança estava lá mais uma vez, me mostrando a necessidade de cuidar de mim e de alimentar o meu espírito para que eu fosse mais gentil comigo e com os demais! Entende?

Sendo assim, sinto que é necessário encontrar outros interesses na vida além do trabalho e da família. Algo que

te proporcione momentos pessoais de lazer, de prazer, de bem estar, de introspecção e de felicidade! É mara-vilhoso se nutrir de amor e de cuidados. Preenche, transforma e transborda. Uma pessoa nutrida está apta a gestionar a sua vida com qua-lidade e a se relacionar amorosamente com o outro. Pense nisso!

A dança e o bem estar

BEM ESTAR