Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 98

CINEMA, DESTINATION IMAGE & PLACE BRANDING figurante, de várias obras lá locacionadas; a comunidade não se envolveu na produção dos filmes, servindo apenas como receptores de tais produções. Assim, foi difundido entre a população nativa um sentimento de pertencimento àquela que seria a ‘Terra do Cinema’, o que seria suficiente per si como ferramenta para desenvolver uma cidadania, mesmo que não plena. Figura 4- Placa na entrada da cidade, com os dizeres ‘Roliúde Nordestina’. Foto: Marcus_CG. O autor (p. 86) afirma que são os gestores públicos aqueles que ovacionam as consequências positivas da visibilidade trazida com a indústria cinematográfica, como o aquecimento do setor de serviços e do comércio, advindo do incremento no fluxo turístico, discurso este que não é unânime entre a comunidade. Para ela, o cinema não foi difundido como prática local. Ou seja, a gestão tornou o território como uma vitrine para dois públicos especiais: os produtores de cinema e os turistas. À margem, a população assiste seu espaço sendo reinventado mas pouca participação tem sobre os eventos que decorrem. Existiu no município, entretanto, a elaboração, por parte da Secretaria Municipal de Turismo, de cursos de formação de condutores turísticos, sob responsabilidade do SEBRAE, entrando na pauta do Plano Diretor da cidade, em 2007. É crucial uma visão empreendedora de que a popularidade de um filme como “O Auto da Compadecida”, que participou no incremento turístico regional, pode ser responsável também por criar um leque turístico de nicho, englobando outras nuances do filme, e não só as locações. Como exemplo, podemos citar características culturais do sitio e do povo 98 return to the content page