Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 61

PORTO. (PONTO) – A NOVA MARCA DE CIDADE Paris, mas são ricas em cultura, história e atrações, o que as tornam destinos turísticos fantásticos (Winfield-Pfefferkorn, 2005). A vertente cultural das cidades tem sido um veículo privilegiado para a cons- trução e reconstrução das respetivas marcas distintivas, posicionando-as num cenário global. A marca é algo que “reúne” pessoas, recursos, coisas e eventos sob um sinal cuja natureza holística os faz parecer ou tratar como partes de um todo. Deste modo, as marcas não são apenas fontes de diferenciação, são também elementos de identificação, reconhecimento, continuidade e coletivismo. Trata-se de uma distinção simbólica, frequentemente o elemento mais diferenciador das políticas de marketing de cidades e de gestão dos fluxos de turismo cultural (Guerreiro, 2008). Mas na era da mobilidade e viagens constantes, tanto no sentido literal como tecnológico do termo, a experiência de visitar uma cidade muitas vezes perde a sua capacidade de surpreender. As cidades parecem ser todas iguais nas suas características físicas: sistemas de transporte semelhantes, as mesmas redes de hotelaria e restauração, as mesmas marcas de lojas, bancos e sistemas de informação. Porém, o que continua a ser único e alimenta a sua aura é a história da cidade, através do fragmento da sua arquitetura, a singularidade das suas ruínas e monumentos que, mais do que a qualidade espacial e física, recorda as suas características históricas únicas e distintivas (Fortuna, 1995). 4. A cidade do Porto 4.1. Enquadramento urbanístico Na última década, a Região do Norte viu estabilizada a sua população em cerca de 3,7 milhões de habitantes. No entanto, sob esta aparente estabilidade registou se um processo de recomposição territorial, marcado pelo reforço acentuado dos fenómenos de urbanização, de litoralização e de metropo - litanização. Atualmente, as freguesias urbanas concentram, em 11% do território, 69% da população residente. A “Região Urbana Metropolitana”, segundo a designação do PROT Norte e correspondendo à região funcional centrada no Porto, viu reforçado o peso das suas freguesias urbanas, não obstante a quebra populacional da cidade central (Norte 2020, 2013). A principal nota a reter prende-se com a importância do Porto como grande polo de atração a nível regional. O fluxo de entradas diárias na cidade do Porto por motivo de trabalho ou de ensino ultrapassa as 170 mil pessoas, sendo o balanço entre entradas e saídas superior a 140 mil (Norte 2020, 2013). return to the content page 61