Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 26

CINEMA, DESTINATION IMAGE & PLACE BRANDING fronteiriços (i.e., Foz do Iguaçú, Douro Internacional, etc…) ou os destinos multinacionais (Caraíbas, Países Bálticos, Cruzeiro pelo Mediterrâneo, etc…). Realce-se de novo que os destinos são lugares configurados pelas práticas turísticos, por pessoas que têm perfis motivacionais específicos, e que por isso a oferta turística é muito diversificada e segmentada. Destas dinâmicas de ajustamento entre oferta e procura surgem novos destinos, estruturados na base de um mix de produtos turísticos, mas ancorados em certos produtos difere - nciadores. É assim que podemos falar de destinos de praia, destinos de neve, destinos de aventura, etc. Além disso, um mesmo território pode ser ponto de interceção de distintas lógicas de mercado, fazendo com que um mesmo espaço geográfico sirva de âncora a destinos diferentes. Por conseguinte, o modelo da OCDE serve para aferir e monitorizar a competitividade turística dos países, e não a competitividade dos destinos turísticos. Poder-se-ia porém argumentar: “se o turismo num país é competitivo, os destinos desse país também são competitivos”. Ora, tal asserção é demasiado simplista, sendo contradita pelos factos. Do ponto da competitividade do turismo, qualquer país alberga uma enorme heterogeneidade de situações e de destinos, havendo muitas vezes desníveis abissais entre eles, em termos de performance competitiva. Assim, do nosso ponto de vista, torna-se necessário ir muito mais além, concen- trando esforços conducentes à conceção e implementação de metodologias inovadoras que permitam superar o reducionismo metodológico na análise da competitividade de destinos turísticos. Mas superar um tal reducionismo significa um enorme desafio para toda a comunidade científica do turismo, sendo o presente trabalho um modesto contributo nesse sentido. 3. O branding de destinos A gestão de marcas (branding) é uma técnica de marketing que vem sendo implementada de forma ampla e exaustiva desde o final da década de 1980, embora o branding de destinos seja muito recente (Pereira, Correia e Schutz, 2012). De acordo com Gnoth (1998), os primeiros quatro estudos sobre este tema foram apresentados numa conferência em 1997. Além de recente, este domínio de investigação assume um carácter caótico. A este propósito, Murphy et al. (2007) afirma que o modo como o branding de 26 return to the content page