Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 19

TORRE DE BABEL - UMA NOVA METODOLOGIA PARA AFERIR O VALOR DAS MARCAS DE DESTINO A NÍVEL MUNDIAL Esta situação de ambiguidade concetual está bem patente nos estudos e relatórios produzidos pela academia, onde o tempo e o esforço dedicados à análise das múltiplas significações do conceito de destino parecem ser inversa mente proporcionais à importância que é atribuída ao conceito de destino e à frequência com que o termo é usado. De facto, este conceito nem sequer tem sido objeto de investigação, limitam-se a generalidade dos autores a reproduzir definições pré- existentes, de senso comum, sem terem em conta as diversas significações implícitas. Numa revisão da literatura que abrangeu um período de 30 anos, Framke (2002) rastreou as definições usadas por diversos autores de referência (Murphy, 1985; Burkart e Medlik, 1974; Mill e Morrison, 1992; Cooper et al., 1993; MacCannell, 1976; Edensor, 1998, entre outros), tendo identificado duas perspetivas gerais sobre o tema: a económica e a sociológica. A abordagem sociológica concebe o destino turístico como um espaço simbólico criado no decurso das práticas sociais (onde intervêm os processo de comunicação, as atividades e interações sociais e as perceções e representações dos atores), sendo o seu conteúdo constituído mais por valores, significações e imagens, do que por atrações físicas (Framke, 2002; Saraniemi e Kylänen, 2011). Segundo Buhalis (2000), ganha cada vez mais adeptos a ideia segundo a qual um destino é produto das perceções, sendo entendido distintamente por diferentes pessoas em função de fatores tão diversos como o conhecimento, a experiência anterior, as referências culturais, a motivação, a intenção da visita ou mesmo o programa da viagem. A abordagem económica, segundo Framke (2002), está mais em consonância com as conceções tradicionais que concebem destino como um lugar ou um mercado onde oferta e procura se encontram, e onde ocorre o consumo dos produtos turísticos (Murphy, 1985; Buhalis, 2000). Um resumo das conclusões de Framke (2002) é apresentado no Quadro 1. Porém, o estudo de Fram R#"'&vRV6VFR266\:|;VW2vW&ЦVFR:6F2FW6VffF26FV֖FVFFRF2FfW'60&W&W6VF:|;VW2662FRFW7FGW,:7F6VRl:6VFV&&F2RfW&&ЦƗF2"WG&2F&W2&VWfFW2VW7V62&W7<:fV2F2tBR0FV66&W2:F62vfW&2RF֖7G&:|;VW262&Vv2RWL:"ЧV62FFW7FW2626FL:62VR&W6FV2 :&V2&V6WF&2FVFVЦVfF"'L:&6F2Ɩ֗FW2vVw,:f626VF2&60G&'WF2FFVf:|:6FRFW7FW&fƆF66\:|:6G&F6FRFW7FVFVFF6V :&VF֖7G&FfvVw&f6VFR&VFVƖ֗FF6V:2V&Vv:6V6FFRRVƆFfG6RFBr&WGW&FFR6FVBvP