Cinema, Destination Image and Place Branding Cinema, Destination Image & Place Branding - Page 18

CINEMA, DESTINATION IMAGE & PLACE BRANDING O presente estudo visa a persecução de três objetivos principais. O primeiro consiste em analisar o estado da arte da investigação sobre a atratividade, a imagem e o valor das marcas de destinos turísticos. Nesse sentido, será realizada uma revisão da literatura tendo por base os conceitos apresentados na Figura 1, respeitando a respetiva precedência, desde o nível mais geral (competitividade) até ao nível mais específico (indicadores para avaliar o valor das marcas). O segundo objetivo consiste em apresentar um novo instrumento meto do - lógico para analisar a performance competitiva das marcas de destino. Através de um inquérito online, multilingue, de perguntas abertas, qualquer consumi dor/turista de qualquer parte do mundo pode responder – por evocação espontânea – a per- guntas sobre o seu destino de sonho e sobre os seus destinos favoritos relacionados com 15 tipos de produtos turísticos (turismo de sol e mar, cultural, gastronómico, ecoturismo, etc…). Estão disponíveis na plataforma denominada ‘Tower of Babel – Favorite Destinations Worldwide’ (http://favouritedestina tions.com/en/) 35 versões linguísticas deste inquérito. Trata-se de uma abordagem abrangente, pensada a nível mundial, para poder abarcar turistas/consumidores de culturas e línguas muito diversas, que é suportada por uma rede internacional de investigadores que partilham a responsabilidade da recolha de dados. Finalmente, o terceiro objetivo deste artigo consiste em contribuir, mesmo que modestamente, para uma compreensão mais aprofundada de algumas noções centrais do turismo, em particular o conceito de destino turístico, através de uma análise crítica das múltiplas significações atribuídas ao conceito pelos diversos atores do turismo. 1. Noção de destino turístico De modo a abranger a enorme complexidade do turismo enquanto atividade socioeconómica, utiliza-se geralmente o termo “destino turístico”. Esta noção é usada assiduamente como uma espécie de cliché ou moeda franca no discurso de todos os atores e intervenientes. Mas é também uma das palavras mais polissé - micas, adotando significados muito distintos consoante as perspetivas e as conceções perfilhadas pelos seus utilizadores. É aliás bastante fácil demonstrar que o estatuto fenomenológico da noção de destino é assaz ambíguo (Framke, 2002), podendo remeter para uma narrativa, uma atração, uma unidade geográfica, uma relação empírica, um objeto de marketing, um lugar onde o turismo acontece, etc. 18 return to the content page